quinta-feira, 25 de novembro de 2010



Por que implorar-te algo que devia ser teu prazer
Por que não ignorar-te se assim é o teu querer
Fique com teu tempo desperdiçado, teu amor inanimado,
Que tenho urgência de viver
já não prezo as conveniências
O cotidiano me dá obrigações
A vida me dá prazer
Pratos vazios: apenas os verdadeiros amigos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


Eu queria ser ninguém
E às vezes todo mundo
Às vezes, e quase sempre, eu mesma , com uns reparos aqui e ali
Uma dose maior de paciência e irresponsabilidade talvez
Às vezes eu queria ser Lenine
Às vezes eu queria ser Pedro e Lucas
E às vezes Frida
E Chica - a da Silva
Um bom ‘cado da minha mãe
Um pouco Cláudia, um pouco Diná,
um pouco Ellen, um pouco Kelly
um pouco Aline
E no final das contas não é isso mesmo
Quase tudo e quase nada
Sempre tudo e sempre nada.

domingo, 7 de novembro de 2010






A VOCêS QUE PENSAM ESTAR CUIDANDO DOS SEUS

Alguém me disse (e eu acreditei) que se eu cumprisse todas as tarefas
Chegaria o dia em eu que eu poderia escolher
- sorriso -
Por enquanto a vida tem me imposto
contas, boletos, códigos de barra,
horários, carga-horária e cargas do horário
Papéis, formulários, diários, presenças,

Quanto mais eu faço, menos me reconheço
e mais tenho a cumprir...
E se meu corpo me freia
Sou cobrada como se pudesse comandar meu organismo
Sou tão de carne e osso quanto você!
Mas eu tenho alma e vou cuidar para que meus filhos também tenham.

E o que mais interessa fica esquecido:
Pessoas se tornam números e conceitos,
Experiências são simplificadas por somatórios
E vocês sorriem por causa da cor de uma caneta.
Me ensinaram que eu deveria pensar por mim, mas também em você e nos seus:

CHEGA!!!

Aprenda a ampliar o seu olhar provinciano!
Eu não vou te enganar, mesmo que você queira, por covardia ou por hábito
Porque eu ESTOU nessa função : MAS EU NÃO SOU ESSA FUNÇÃO!

BASTA!!!!

Desse lado de cá tem um ser humano
Que percebeu a urgência em aprender a desaprender
A perceber a importância da sua própria insignificância

O palhaço me disse ao pé do ouvido enquanto eu chorava: “A culpa não é sua”
E eu não vou mais esquecer!
Axé

terça-feira, 2 de novembro de 2010


O seu caminhar me lembrou dois remos

uma dança de movimentos lentos

o peso de pés que mais pareciam pás

pranchas a navegar nos trilhos do Candeiar


Em 02/10/10 durante a exibição do vídeo de Bruno Bacelar sobre Candeia, na aula de Interculturalidades e Educação.

Nada demais, nada de extrema beleza poética, mas curto e verdadeiro. Cheio de sentimento e envolvimento.