sábado, 22 de junho de 2013

QUERIDO AMIGO,
 (aquele sem rumo que dá caminho)

INEBRIADA POR CAMINHOS DE FELICIDADE
ANDO DESORIENTADA
EU SOU TODOS!
EU SOU NENHUM!
ONDE ESTÁ MEU ORIENTE?
ENCONTRO CADEADOS,
MAS VEJO ATRAVÉS DAS PORTAS SE MEU ORIXÁ ASSIM PERMITE
RIO COM FREQUÊNCIA
MAR DE CHORO SEM VONTADE
ELAS APENAS CAEM...
A CABEÇA DÓI
MAS JÁ NÃO SOFRO
ENGATO NA PRÓXIMA MÚSICA
MAS AINDA ME ASSUSTO COM A LIBERDADE
MEU ORIENTE  TEM SIDO VOCÊ
(tô mesmo lascada, hein)
ESTRANHO DEMAIS....
VC NÃO TEM ESSE PODER,
EU NÃO TE DEI ESSE PODER.
 MESMO QUE EU  REALMENTE NÃO QUEIRA QUE SEJA
NÃO, VOCÊ NÃO É!
MESMO QUE JÁ TENHA SIDO AVISADA QUE O DESTINO É LUGAR ALGUM
APENAS ME DEIXE FICAR EM SILÊNCIO
ENTRECORTADO POR NOSSAS GARGALHADAS
VÁ! SUMA! DESAPAREÇA!
MAS ME DEIXA IR CONTIGO...
QUE EU SIGO TEU DESABRIGO.............
SOMOS EXTREMAMENTE ESTRANHOS

NA MAIS PERFEITA NORMALIDADE ANORMAL

quarta-feira, 19 de junho de 2013

SOBRE ARTÉRIA
Tudo que escrevemos é ficção.
Não existe. E por não existir, existe mais ainda.
Artéria é um espaço de meus devaneios
Se falo de amor é porque o sinto,
mas não quer dizer que esteja amando alguém em específico.
Não dessa forma.
Se falo de ódio é porque ele também está em mim,
Mas não porque te odeie.
Mas isso também sou eu.
Muito tem a ver com o que me permito sentir.
Nada tem a ver com o senso comum
Artéria são realidades – vividas ou não, sentidas ou não, imaginárias ou não.
Você acaba me vendo, porque escrita desnuda
Mas não vê o que me levou até ali
Não sabe onde começa  e onde termina a ficção

Artéria sou eus.

domingo, 16 de junho de 2013

Seu Jorge - Seu Olhar



 Divida comigo o que não nos pertence.
Multiplique comigo o que roubamos.
Somemos diversas formas de exisitr
para se diminuam as tristezas escondidas nos teus olhos.
Sim, eu as vejo.
O resultado é mais um corpo de cerveja, muita gargalhada
e uma amizade completamente incomum.
Não quero nada como quem não quer nada.


                                  Calma...



Calmaria.

Calma e ria.

Acalmar...

Ah cá o mar!

Mar...

Amar

                                    
                              Ah.........mar!!!!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CHEIRO DA RUA


Abri a porta de casa e fui sentir o cheiro da rua.
De novo eu!
Delicadeza da liberdade.
Eu não sou nada disso.
Nenhum desses pertences me pertence.
E que se vão com o vento as convenções,
que eu fico com o cheiro da rua.
Oportunidades perdidas também trazem vida.
E vá entender porque estou feliz assim.
Eu abri a porta de casa e fui sentir o cheiro da rua.


Para o amigo que me diz poética 
(mesmo que seja zoação, ou não)

Se está desnorteado
Não procure o norte
Procure o Sul
E se o sul não for suficiente
-provavelmente não será-
Concentre-se no seu próprio meridiano

quarta-feira, 12 de junho de 2013


 A sensação é maravilhosa
A espera é perene
O momento é inadiável
A vontade inquestionável

O amanhã deixado para amanhã

Só consigo pensar naquilo que não devo
Não consigo temer os escrúpulos que me faltariam
Meus olhos alcançam o fundo dos teus
E me espanta pressentir o que não deveria
Eu mesma desvio o meu olhar
ao mesmo tempo que  procuro o teu
Que incógnita é você?
Quão divertido é tentar perceber...
E quão perigoso é quando fica divertido para você também,
pois estimula meu desejo pelo inatingível.