quarta-feira, 19 de junho de 2013

SOBRE ARTÉRIA
Tudo que escrevemos é ficção.
Não existe. E por não existir, existe mais ainda.
Artéria é um espaço de meus devaneios
Se falo de amor é porque o sinto,
mas não quer dizer que esteja amando alguém em específico.
Não dessa forma.
Se falo de ódio é porque ele também está em mim,
Mas não porque te odeie.
Mas isso também sou eu.
Muito tem a ver com o que me permito sentir.
Nada tem a ver com o senso comum
Artéria são realidades – vividas ou não, sentidas ou não, imaginárias ou não.
Você acaba me vendo, porque escrita desnuda
Mas não vê o que me levou até ali
Não sabe onde começa  e onde termina a ficção

Artéria sou eus.

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