quarta-feira, 11 de julho de 2012

DI-A-RIO
Educaram-me tão bem para os limites previsíveis e ponderáveis do pensar duas vezes antes de tudo.

Educaram-me tão mal para a leveza essencial à felicidade dos irresponsáveis.

Sinto como se pudesse voar a qualquer momento assim que aprender a desamarrar os nós das cordas que amarraram às minhas pernas

Porque todos acham que me conhecem? porque todos acham que sabem como penso, como ajo, o que planejo, o que quero da vida?

Simplesmente vou vivendo as circunstâncias que tenho podido. Mas em que se baseiam para pressupor-me transparente?

Quem disse que algum dia na vida algum de vocês conseguiu me enxergar?

Vocês não sabem quem sou eu. Vocês sabem apenas o que podem ver.

Vocês conhecem bem as regras que me encaixotam, as quais me disciplinaram a vida toda.

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