domingo, 10 de março de 2013


Um sorriso largo balbucia
Um sorriso terra,  água
terrágua
Cabelos soltos, livres, libertos para balançar enquanto anda
Nada de amarrar ou prender
Eles balançam com o ar
Minha estrutura é a pedreira de meu pai
Com a doçura sagaz de minha mãe
Eu sou água que escorre lânguida pela terra
Há quem me olhe e ache inofensiva
Eu banho, envolvo, refresco
Mas se num descuido  tripudiar a minha pretensa calmaria
É a minha leveza que te carrega e te joga contra as pedras
Quem é da água não tripudia dela
Sou pedra
Sou terra
Sou lama
Sou água

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