Eu nunca fui uma menina má,
Eu nunca quis ser uma menina má,
Eu nunca fingi ser uma menina má,
Eu nunca precisei ser uma menina má,
Eu nunca pareci ser uma menina má,
Sou na verdade o que as meninas más gostariam de ter sido
mas fracassaram.
Sobrou-lhes serem más por falta de talento.
Eu nunca fui patética,
Eu nunca quis ser uma patética.
Eu nunca fingi ser patética,
Eu nunca precisei ser patética,
Eu nunca pareci patética.
Sou na verdade alvo dos patéticos que na falta de confiabilidade
se aproximam para parecerem confiáveis por um tempo mais.
Sobrou-lhes serem patéticos por faltam de competência.
Eu nunca precisei pedir atenção,
mas sempre estive na
mira daqueles que precisaram de atenção e tiveram em mim a possibilidade de
ver e serem vistos.
Sobrou-lhes usar do meu talento, da minha confiabilidade, da
minha competência, do meu brilho, e sim, da minha inocência.
Sim, inocência.
Eu ainda não tinha conhecido
nessa vida o tamanho da mesquinhez, da voracidade de bestas feras famintas por
uma luz que não possuem, que não produzem, que não lhes pertence.
Passaram...Correram... Camuflaram-se...
Os destroços do caminho também passaram. Ficaram para trás.
Esse episódio foi usado para me mostrar o tamanho que eu
tenho e a grandeza do que está reservado para
mim . É preciso também aprender a lidar com as miudezas quando se é grande.
Lamento, mas a luz que irradio não pode me ser tomada ou
roubada.
Porque a luz que irradio vem dos meus Orixás e ofuscaram toda a miséria e pequenez do passado.
Porque a luz que irradio vem dos meus Orixás e ofuscaram toda a miséria e pequenez do passado.


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